quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Os principais criminosos do regímen de Pol Pot em tribunal

O Tribunal Internacional auspiciado pelas Nações Unidas (ONU) começou ontem a julgar o primeiro dos cincos acusados pela exterminação de 1,7 milhões de pessoas durante o regímen (1975 – 1979) de Pol Pot (Cambodja)[1]. Este regime ficou ligado a um período de terror em que os seus principais símbolos, os khemer vermelhos, eram os seus protagonistas.

Os khemer vermelhos surgiram nos anos 60 e resultaram de uma facção (militar) do partido comunista. Este partido chega ao poder depois de terminar com a ditadura do general Lon Nol. O seu líder máximo Pol Pot tomou o poder em 1975 e encarregou-se de isolar o Cambodja do mundo ao mesmo tempo que proibiu o dinheiro e a propriedade privada e as práticas religiosas.

A etnia Cham foi a mais perseguida pelo regime de Pol Pot e seus seguidores. Dos seguidores destaca-se Duch de 66 anos – o primeiro a ser julgado – que foi comandante da prisão de Tuol Sleng por onde passaram 15.000 pessoas e onde o lema na fase do interrogatório era, “ nenhuma resposta evita a morte”. Após interrogatórios ferozes ali morreram, entre outros, diplomatas, monges budistas, engenheiros, médicos, professores e estudantes.
Não havia alternativa, das 15.000 pessoas que passaram por aquela prisão apenas sobreviveram 6.
Duch na fase preparatória do julgamento confirmou e assumiu todas as atrocidades que lhe foram imputadas.

Felizmente a invasão Vietnamita de 1979 veio a acabar com o poder khemer.


[1] O Cambodja é na actualidade uma Monarquia Constitucional e tem uma população de 14,2 milhões (2008)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Um inverno rigoroso


Un ditador ao ritmo do samba

Chaves o actual presidente da Venezuela é na actualidade a imagem do ditador demagogo que não olha aos meios para atingir os seus fins. Neste caso foi a realização de um referendo para alterar a lei constitucional que lhe permita eternizar-se no poder.
Ganhou com margem folgada e logo de seguida convidou “o povo vitorioso” para os festejos “merecidos”.
Um país onde a corrupção é enorme e alastrada, onde a inflação atingiu a média de 30% e onde ninguém respeita ninguém.
Nas circunstâncias esta seria uma boa oportunidade para os países democráticos da América Latina se demarcarem de tamanha personagem e com isso fazerem a devida diferença.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A água no século XXI

A qualidade e a quantidade da água vão ser, com toda a certeza, o grande desafio deste século.

A desertificação e a fome associada e ao mesmo tempo o degelo glaciar motivado pelo acréscimo do aquecimento do planeta são fenómenos evidentes e só aparentemente contraditórios.
As chuvas ácidas e o perigo associado da contaminação inevitável dos bens vegetais e animais.
Por fim a quantidade e a qualidade do ar completam, fecham, o círculo da natureza.

As tempestades recentes e assustadoramente repetidas, associadas a esta crise global em que estamos mergulhados são um aviso.

Compete-nos responder, com inteligência e com um profundo respeito pelos ciclos normais da natureza.

Comecemos então pela água.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A ilusão da ascensão


A fixação das quotas (género) para o exercício dos cargos políticos e profissionais tem sido, em algumas situações, uma ilusão.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009