domingo, 7 de fevereiro de 2010

A sombra dos meninos haitianos

As sombras dos meninos haitianos projectadas numa tenda de campanha improvisada são o símbolo das consequências de uma tragédia,
mas também são o símbolo da imaginação e da esperança de uma vida melhor.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

c) Imprensa, poderes e democracia


(continuação – Comunicação Social – princípios fundamentais)

Continuando a citar Ignacio Ramonet e sobre a forma de falarmos do poder, que não podemos fazê-lo sem ter em consideração a crise que este atravessa. Crise que é uma das características dos tempos actuais. Passámos de um poder vertical (hierarquizado e autoritário) para um poder horizontal (em rede e consensual) . Consenso, acrescenta, que tem sido conseguido pelo expediente e pela manipulação mediática.

De facto à imprensa e comunicação social em geral foi-lhes atribuída um “quarto poder” em oposição aos três tradicionais, o legislativo, o executivo e o judicial.
Uma pergunta desde logo se coloca: podemos continuar a pensar assim?
A resposta é não. De facto o poder tem procurado, ao longo dos tempos mais recentes, manipular e manobrar e instalar caminhos de desconfiança.
Exemplos desses produtos de desconfiança e manipulação são facilmente encontrados: o escândalo Watergate; a morte de Diana; o caso Clinton-Lewinsky; a Guerra do Golfo.

Por detrás destes casos, extremamente complexos, estão forças “invisíveis” que têm trabalhado ardilosamente pondo em causa a verdade mediática. Para o efeito criaram novas formas de censura e propaganda pondo em causa a verdade jornalística.

Outra forma de manipulação tem sido a utilização de factos mentirosos. A revolução Romena e a guerra do Iraque foram ricas em exemplos.

Para o futuro é importante que muita coisa mude e desde logo é fundamental que se alterem as atitudes e os comportamentos dos jornalistas e do público. Eu diria que praticamente temos tudo para mudar. Temos os meios técnicos e humanos e as tecnologias. Falta-nos, apenas, a vontade cultural para a mudança.
(continua)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dos pájaros de un tiro

São dois símbolos vivos da música espanhola, porventura os maiores destes últimos 30 anos. Neles está corporizado o que de melhor se fez, no plano musical, em Espanha.
Um é de Barcelona e o outro é de Madrid. Chamam-se Serrat & Sabina. Juntaram-se em 2007 e organizaram um giro pelas principais cidades espanholas. A última cidade foi Madrid e aí realizaram um monumental concerto no Palácio dos Desportos em 18, 19 e 20 de Setembro daquele ano. O registo foi oportunamente publicado em CD e DVD pela Sony e BMC – Ariola e pode ser consultado no sítio
http://www.dospajarosdeuntiro.es/. Vale a pena ver e ouvir. A melhor definição de um artista é o seu público. E o público destes dois artistas é também fabuloso como se comprova nos registos aludidos.
Pois, a não perder……

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Poder e o Cérebro

A neurociência e a sociobiologia chegaram à conclusão que o poder que se dá, que se tira ou se cede com a intenção de produzir mudanças nos outros acaba por transformar o cérebro dos seus detentores.
Dizem os especialistas que Obama já não é o mesmo de há um ano a esta parte. Mudou, a sua atitude perante os outros é distinta. Tornou-se mais frio e mais distante.
Por isso e em alternativa o talento é fundamental para ultrapassar as atitudes autistas que normalmente tem tendência a afectar negativamente o exercício do poder. Essa capacidade (talento) é a química dos políticos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

b) Suspeição

(Continuação – Comunicação Social – princípios fundamentais)

Ignacio Ramonet num capítulo próprio do seu livro - A
Tirania da Comunicação - a que chamou “A Era da Suspeição” começa por nos lembrar que na actualidade os sentimentos dominantes dos cidadãos das sociedades ditas mais desenvolvidas são dominados pelo “cepticismo, a desconfiança e a incredulidade”.
Para este estado de ânimo muito tem contribuído o deficiente (mentiras e mistificações) funcionamento da comunicação social.

Diz e passo a citar “ninguém nega a função indispensável da comunicação de massas em democracia, pelo contrário. A informação continua a ser essencial para uma boa evolução da sociedade, e sabemos que não é possível existir democracia sem uma boa rede de comunicação e sem o máximo de informação livre. Toda a gente está absolutamente convencida de que é graças á informação que o ser humano vive como um ser livre”.

Inicialmente e quando os tempos o permitiam, censurava-se abertamente. E
ram as épocas da proibição e do lápis azul.
Mais tarde, partiu-se para formas mais sofisticadas designadamente utilizando e manipulando os conteúdos das imagens e com elas influenciando todos os restantes meios de informação (televisão como principal meio). Chegámos ao tempo em que a imagem substitui o som. O tempo da censura democrática. Esta, em alternativa ao lápis azul e ao corte violento aposta antes, “na acumulação, na saturação, no excesso e na super-abundância de informações”. São também os tempos do “realismo democrático” em que os meios tecnológicos quase tornam os jornalistas inúteis e em que a vida é praticamente tratada como um jogo e em que a “televisão não é uma máquina de apresentar informação, mas de apresentar acontecimentos”.


(continua)