quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ainda sobre os fogos

Alguém disse, num noticiário desta última terça-feira na RTPN (salvo erro às 15h) o seguinte:
"... Os fogos não se combatem apenas no verão, mais importante é combate-los no inverno, tratando bem as florestas, designadamente:
- começando por limpar adequadamente as zonas florestais;
- criando os cortes de fogo necessários;
- criando as linhas de água convenientes..."
Eu acrescentaria ainda que seria interessante, eventualmente as universidades (preferentemente as ligadas ao sector agrário), que se efectuassem os seguintes estudos:
- inventariação dos custos/benefícios financeiros com as propostas acima mencionadas;
- inventariação dos custos com as áreas ardidas, especificamente em equipamentos e respectivas manutenções;
- inventariação das vidas humanas tragicamente perdidas.
Estes estudos deveriam reportar-se aos últimos dez anos e deveriam ser divulgados e discutidos amplamente, de maneira a que no futuro fossem encontradas as soluções e os sistemas de monitorização que permitissem o eficaz acompanhamento das evoluções por entidades autónomas e independentes.

domingo, 15 de agosto de 2010

O direito a cantar


Reuniram-se 12 mulheres artistas – algumas espanholas, uma turca, uma portuguesa, uma israelita e uma grega – objectivo fazer um disco dedicado às mulheres iranianas que hoje são perseguidas por cantarem em público.
As doze artistas, que pertencem a cinco países, tem várias coisas em comum, a principal é serem mulheres livres e terem-no aprendido a ser junto à água.
O disco vai chamar-se “mujeres de mar”.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cont) Inferno

Ano após ano,
verão após verão,
promessas atrás de promessas,
sempre a mesma praga:
O inferno dos incêndios.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

STOP ≠ proibir


Os touros são em Espanha um símbolo que tem marcado presença importante na evolução da sociedade espanhola, designadamente no que diz respeito ao turismo e à sua imagem de marca conhecida por esse mundo fora.

O Parlamento Catalão ao proibir recentemente as corridas de touros no seu espaço autonómico teve, no imediato, consequências divisionistas na Catalunha (50% / 50%) e no resto de Espanha manifestações de incompreensão e de repudio.

Parece-me também evidente e desse ponto de vista o(s) movimento dos defensores dos direitos dos animais tem toda a razão, que a violência associada à “fiesta” é matéria suficientemente forte para repensar a sua prática e sobretudo a sua continuidade.
Tenho para mim, que em 2010 conviver com tais práticas é um exercício cívico (no mínimo) pouco saudável e muito criticável, sobretudo, para quem condena (bem) e luta (bem) contra outras práticas violentas.

É também evidente que a chamada “fiesta” já viveu melhores dias enquanto espectáculo assistido, inclusive, pelos seus apoiantes. Longe vãos os tempos em que a temporada em Las Ventas era um sucesso espectacular e inolvidável.

Na perspectiva do que acabo de escrever proibir, como fez o parlamento catalão, parece-me um erro clamoroso que, com toda a certeza, terá consequências futuras bastante negativas, sobretudo, para a própria Catalunha.
Porventura o STOP teria sido mais inovador e certamente mais apropriado.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010