Merkel e Hollande acabam de reclamar à Europa que avance no processo de integração. Para o efeito, recentemente, evocaram um célebre discurso de De Gaule em que este após a II Guerra enumerou as bases de sustentabilidade da reconciliação europeia.
domingo, 23 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
"O Povo unido jamais será vencido" ....
Sobre as manifestações realizadas este fim-de-semana (15-09-2012) quatro notas - merecedoras - de reflexão:
1ª nota: O fato de as manifestações efetuadas a nível nacional terem envolvido 30 cidades portuguesas e terem sido organizadas exclusivamente pela sociedade civil sem qualquer apoio partidário;
2ª nota: O fato de terem sido as maiores manifestações realizadas depois do 25 de Abril de 1974;
3ª nota: O fato de terem sido as manifestações mais politicas e menos partidárias de sempre, justamente, no sentido de os seus manifestantes, de forma implícita, manifestarem as razões dos seus protestos de maneira independente;
4ª nota: O fato de terem marcado, claramente, um corte com o passado e evidenciado a necessidade de se encontrarem (urgentemente) novas saídas e enquadramentos políticos e sociais adequados.
sábado, 15 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Convenção Democrática (eleições) - O CANDIDATO
Foi um Bill Clinton em grande forma que apareceu na Convenção Democrática.
O que se preendia era eleger Obama como candidato democrático para as próximas eleições Presidenciais Americanas. O que se pretendia era credibilizar a imagem do candidato democrático (2º mandato) - bastante fustigada por um 1º mandato dificil e comprometedor pelos maus resultados económicos e sobretudo pelos níveis elevados de desemprego alcançados.
Bill Clintom conseguiu os objectivos da Convenção - foi a imagem credível - transmitiu uma imagem de esperança.
Bill Clinton, foi o candidato da noite.
domingo, 9 de setembro de 2012
CR7
Sabemos que o futebol é um jogo coletivo mas que nos momentos decisivos – sobretudo nos movimentos de concretização - depende dos rasgos individuais, nos casos do Barcelona (Messi) e do Real Madrid (Ronaldo).
Ultimamente, Cristiano Ronaldo tem manifestado tristeza em campo quando não festeja a marcação dos seus golos com os seus colegas de equipa. Diz Ronaldo que as pessoas dentro do Real Madrid sabem da razão da sua tristeza e das causas do seu comportamento.
A questão é simples e Ronaldo, ao contrário do que se diz e escreve na maioria da imprensa espanhola, tem razão.
Cristiano pensa que o clube onde joga o deveria tratar da mesma forma que o clube do seu principal rival Leonel Messi, i/é, devia dar-lhe o mesmo apoio.
Acontece que o Real Madrid não o faz e não o faz porque não consegue gostar de Ronaldo como o Barcelona gosta de Messi. Em última análise o Real Madrid não está tão organizado e preparado quanto o Barcelona.
Chegados aqui, assinala-se também a questão da importância da educação e da formação dos desportistas de alta competição e do seu acompanhamento e assessoramento – curiosamente Mourinho no Real Madrid já o compreendeu há muito tempo.
domingo, 2 de setembro de 2012
Eleições americanas (a 2 meses)
As sondagens mais recentes dão um empate técnico.
De um lado um republicano (Mitt.Romney)do outro um democrata (Barack Obama.
As diferenças nas propostas dos candidatos nunca foram tão grandes - são abissais:
- Um candidato republicano hiper-radicalizado e que encarna hoje o ultraconservadorismo refletido nas suas propostas eleitorais – acabar com o serviço público de saúde, introduzir na Constituição a proibição do aborto, a obrigação de se exibir publicamente os Dez Mandamentos, excluir no discurso do Estado a preocupação com as alterações climáticas e finalmente diminuir ao mínimo a intervenção do Estado, com exceção (claro) na defesa (chocante e de certa forma provocador;
- Do outro lado, um candidato democrático - atual Presidente, tendo este fato um peso eleitoral muito importante – que é justamente o contrário e que defende um estado moderno mais interventivo e integrador.
Obama tem a sua imagem desgastada por um mandato terrível em que as crises se sucederam umas às outras sem interrupção.
Mas o Mundo transformou-se, em alguns casos muito e para melhor, o que por si só significa para o futuro mais exigência, competência e moderação.
O eleitorado americano está estabilizado, o que Obama tinha para perder já perdeu, resta-lhe convencer os indecisos e para isso o seu forte carisma muito irá contribuir para o seu sucesso, sendo esse também o desejo (forte) da maioria das forças democráticas do mundo.
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