quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A diferença (eleições EUA)


Deixo aqui um texto de Mário Soares publicado hoje pelo jornal El' Pais.

Mário Soares escribe a Barack Obama

Quiero compartir con los lectores del periódico EL PAÍS el texto de la carta que he remitido al presidente de Estados Unidos, Barack Obama.
 Me tomo la libertad de escribirle esta carta abierta, por más que usted no me conozca. Soy un demócrata portugués, exabogado, antiguo combatiente contra la dictadura de Salazar. Tras la Revolución de los Claveles, fui durante muchos años líder del Partido Socialista. Primer ministro en distintos Gobiernos, posteriormente, fui elegido presidente de la República de Portugal durante dos mandatos.
Soy, desde antes de su primera elección, un fiel admirador suyo. He leído sus libros. He escrito bastante sobre usted, pues le considero uno de los grandes estadistas mundiales. A la altura de un Roosevelt, de un Churchill, de un Willy Brandt, de un François Mitterrand, así como, por estatura moral y humanitaria, de un Nelson Mandela.
Le escribo desde mi convencimiento de que, si no resultara relegido, sería una verdadera desgracia para Estados Unidos, para Europa y para el mundo. Permítame que le diga que debe usted hacer todo lo posible, absolutamente todo, para ganar las próximas elecciones. Si sus rivales republicanos llegaran a alcanzar el poder, los resultados serían mucho peores que los de los mandatos de George W. Bush. Eso no puede ocurrir. No se trata de unas meras elecciones, se trata del futuro de Occidente y del mundo. Discúlpeme por robarle tiempo con la lectura de esta carta, que es profundamente sincera. Ha de dar usted el todo por el todo para ganar, es el futuro de la humanidad —no solo el de Estados Unidos— lo que está en juego. Reciba los más respetuosos saludos de su admirador.— Mário Soares.

sábado, 13 de outubro de 2012

FMI - úlimas previsões


Há uma certeza, quase absoluta, normalmente as previsões do Fundo Monetário Internacional costumam ser, esse é o seu histórico, as mais conservadoras entre todas as que são feitas – governos, instituições de crédito, agências financeiras, etc.
Pois bem, a título de exemplo, as últimas do Fundo dizem-nos que a “economia grega e espanhola terão a pior evolução em 2013”, e que o “défice público espanhol não baixará aos 3% antes de 2017”. No caso de Espanha e conhecendo também as receitas tradicionais do FMI, as perspetivas de austeridade serão enormes e concomitantemente o consumo e o investimento na economia baixarão nos próximos meses e anos.
Pois bem, são conhecidas as fortes dependências da nossa economia face à espanhola, por contágio iremos sofrer dos mesmos males: mais austeridade o que implicará sucessivas  reações em cadeia, i/e, menos consumo (famílias e empresas) e menos investimento (público e privado).
Muito provavelmente as nossas idiossincrasias potencializarão ainda mais os efeitos da crise exterior.
Assim sendo, porque esperam as autoridades portuguesas para renegociar junto da Troika outras condições que nos permitam respirar mais calmamente e assim enfrentar o ajustamento de maneira mais suave e tranquila.
Pelos vistos o FMI parece estar a ensinar-nos o caminho, não é inocente o raciocínio, talvez essa seja a única forma de eles garantirem o retorno do dinheiro que lhes é devido pela República Portuguesa.

Surpresa (?)


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Duelo....

Duelo entre um homem e um touro.
À margem da crise passou-se ontem na Praça de Touros
Las Ventas em Madrid

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dia da Répública (Comemorações)



(http://pt.wikipedia.org/wiki/Implanta%C3%A7%C3%A3o_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa)

A Proclamação da República Portuguesa foi feita da varanda da Praça do Município de Lisboa em 5 de Outubro de 1910. Seria normal e até saudável que a efeméride fosse celebrada todos os anos no mesmo local, acrescidamente justificado por se tratar de um espaço integrado numa bonita e ampla praça onde, todos, todos o que quisessem – sem necessidade de convite – o pudessem fazer sem qualquer restrição.
Tem sido assim nos últimos anos, este ano não foi. Elegeu-se um local cercano, no recuperado (saúda-se) Pátio da Galé. Sítio igualmente nobre mas mais recatado, mais protegido da presença direta do povo, do ilustre povo republicano e já agora da sua revolta, legitima, relativamente às políticas detratoras dos atuais governantes de direita.
Mas não á bela sem senão e daí esqueceram-se da transmissão televisa (em direto), a qual foi implacável e que mais uma vez desmascarou os hipócritas e tornou o momento, a bem da república, muito clarinho.
Houve, como sempre, os discursos, dois, justamente dos Presidentes da República e do Município de Lisboa. Dois discursos bem diferentes:

a) O do Presidente da República (Cavaco Silva) – que foi unanimemente considerado de “distante da realidade” Propositadamente distante em minha opinião. Discurso e presença muito pouco aplaudida;
b) O do Presidente do Município de Lisboa – que foi corajoso, dinâmico, livre de preconceitos, mas bastante realista. António Costa disse, entre muitas outras coisas, que para a solução da crise internacional e europeia, teremos que estar presentes e não ausentes, ativos em vez de passivos, de cabeça erguida em vez de cabeça curvada e ar submisso. Um discurso que ficou também marcado por ter sido, bastante vezes, interrompido pelos aplausos dos presentes (convidados).

De registar ainda a ocorrencia de alguns incidentes designadamente, de duas mulheres que tentaram interromper, com protestos, a cerimónia e também o de a bandeira portuguesa ter sido inicialmente hasteada com o escudo ao contrário – Sinais dos tempos.- concluo eu.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Durão avisa o quê?

Durão á laia de aviso ..."Nós, Comissão, já demos a nossa aprovação a medidas alternativas que foram apresentadas pelo Governo"..., referia-se ao  recuo do Governo face à TSU e à análise da Moody's, que considera que o abandono das alterações à TSU pode ser negativo para a imagem externa de Portugal.
Pergunta-se: quais foram as alternativas?
As alternativas tem que estar consignadas no orçamento para 2013, se este ainda não foi apresentado e discutido em Assembleia da Republica como pode o governo apresentá-las e comprometer-se em Bruxelas?.