domingo, 25 de maio de 2008

Os Chaparros versos Os Xicos-Espertos



Num país onde existem cada vez menos Chaparros
e, infelizmente, poucas imagens belas como esta,
existem ao invés, e também infelizmente, muitos
xicos-espertos. Desgraçadamente pululam por
esse país fora, em quantidade suficiente para
contaminar organizações e instituições em geral
e algumas (importantes) em particular.
Antigamente palitavam os dentes e cheiravam a
suor e engraxavam os sapatos com o jornal enfiado
debaixo do sovaco.
Actualmente, estão mais “polidos”e “sofisticados” e
apresentam, sempre, um ar dinâmico e diligente,
por isso andam em permanente comunicação, i/é,
agarrados ao telemóvel, já não cheiram mal, mas
continuam a fazer muito mal e, por vezes, parece
que fumam às escondidas.

sábado, 24 de maio de 2008

Desafios Século XXI (3)


(Xenofobia na África do Sul)
Nos últimos tempos tem-se assistido na África
do Sul a perseguições constantes aos emigrantes
africanos.
Uma vergonha, uma realidade assustadora.
Um forte revés sofrido pelo movimento africano
libertador e pelos democratas em geral.
Mandela não merece assistir a isto.
Espara-se que a comunidade democrática internacional
esteja atenta e condene estes violentes comportamentos
xenófobos.
É tempo de agir...

domingo, 18 de maio de 2008

Desafios Século XXI (2)




(O valor económic0 do ar)

Uma pessoa consome diariamente, em média,
15 kg de ar. Esta informação está comprovada
pela comunidade científica.

Uma pessoa pode não beber água ou comer
alimentos durante um ou dois dias, em princípio
nada lhe acontecerá. Agora dificilmente
conseguirá resistir mais de cinco minutos
sem respirar .

A importância da qualidade do ar é fundamental
para manter níveis de saúde pública elevados.
Daí a necessidade de garantir a elevada qualidade
do ar e concomitantemente a sua certificação.

Daí a importância de determinar o seu valor económico.

Um desafio importante e urgente.

domingo, 11 de maio de 2008

Desafios Século XXI (1)



Os grandes desafios deste século passam:

- Pela alternativa biocombustivel, ou , pelo
desenvolvimento do processo agrícola e
combate da fome (?).
Ou pelas duas coisas ao mesmo tempo,
apostando neste caso no melhoramento e
desenvolvimento do actual sistema e das
suas potencialidade (?);

- Ou então, em alternativa, pela gradual
alteração do sistema vigente, criando novos
paradigmas e novas oportunidadedes (?).

terça-feira, 29 de abril de 2008

Agradável surpresa...


No fim-de-semana último (25 a 27 de Abril)
tive o prazer de ir ver uma exposição de
Amadeo Modigliani ao Museu Thissen
em Madrid.
Surpresa das surpresas, a brochura
(guia do museu),
encontrava-se, entre outras línguas, publicada em
Português
. Uma iniciativa que importa registar
.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pelo acordo ortográfico - com afeto.


"Odeio não quem escrevem em orthographia simplificada, mas a pagina mal escrita, como pessoa propria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da translitteração greco-romana veste-m’a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha".

(Fernando Pessoa, sobre os acordos ortográficos de 1931 – comentário irónico)

A ortografia é apenas uma pequena parte da vida de uma língua. Seria de esperar que ele, o dito acordo, não tivesse dificuldade em ser aprovado.

No caso deste acordo foram sentidas fortes dificuldades quanto ao entendimento, dificuldades em enfrentar os fantasmas que ainda hoje envolvem colonizados e colonizadores. Curiosamente e no que diz respeito aos brasileiros, os portugueses, ainda hoje, tem medo de ser colonizados por aqueles.

Por outro lado convém saber, antes de tudo, que qualquer acordo tem que ter bem explicita a vontade das partes com vista à sua realização. Tem que ter também bem explicita as vantagens e os inconvenientes que afectem as partes envolvidas.

Por outro lado, qualquer acordo, seja ortográfico ou outro, subentende na fase (s) implícitas da sua construção e feitura um processo negocial ou melhor, no caso vertente, negociações complexas. Subentende então, como qualquer acordo, cedência das partes envolvidas. Subentende entendimento. Subentende a existência de interesses comuns. Subentende, no desenvolvimento do processo negocial, a ultrapassagem dos antagonismos mais sérios e naturalmente, cedência das partes.

O espaço da chamada lusofonia é hoje constituído por oito países soberanos: Angola (12.263.596 habitantes); Brasil (190.010.647 habitantes); Cabo Verde (423.613 habitantes); Guiné/ Bissau (1.472.780 habitantes); Moçambique (20.905.581 habitantes); Portugal (10.642.836 habitantes); São. Tomé e Príncipe (199.579 habitantes); Timor (1.084.971 habitantes). A estes há ainda que acrescentar Macau (456.989 habitantes).

Uma realidade incontornável onde a língua é de facto fundamental para enriquecer e fortalecer o cimento que é organicamente constituído por realidades e conteúdos culturais diferentes. Insistir na afirmação individual dessas culturas é fundamental.

É fundamental abrir janelas que permitam materializar as diferenças culturais, que permitam arejar os comportamentos, nesse âmbito faz todo o sentido que a língua comum seja simplificada e escorreita.

Como disse Pessoa e para fechar, faz todo o sentido, sobretudo nesta era globalizada, dizer que a nossa língua é a nossa verdadeira pátria.