quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Forum Social Mundial

(caminhada de abertura do Fórum)
Iniciou-se hoje o Fórum Económico Mundial e o grande tema dominante em debate será a crise económica mundial e as suas causas. Ali para debater vão estar presentes as grandes figuras politicas mundiais.

Em paralelo e como Cimeira de oposição iniciou-se também em Belém / Brasil o Fórum Social Mundial onde se destacam, como participantes, as organizações não governamentais e os movimentos antiglobalização.
Belém é a porta da Amazónia e espera receber para o evento mais de 100.000 pessoas. De entre elas destacam-se os indígenas que serão cerca de 2000 e que representarão diversas comunidades de países como Argentina, Peru, Venezuela, México e Estados Unidos.
O grande tema será também a crise financeira mundial.

Duas cimeiras com sensibilidades bastante distintas onde o tema principal de debate é semelhante. Aguarda-se, portanto, com expectativa os desenvolvimentos dos trabalhos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Escassez de Água

A escassez da água será certamente um dos principais temas deste século.
Será um tema para ser tratado, obrigatoriamente, numa escala global.
Por exemplo: A sustentabilidade do rio Tejo é complexa, começa a montante
e agrava-se no nosso espaço e finalmente tem efeitos (negativos) a jusante.
Dito de outra forma e no que diz respeito ao rio Tejo, o problema não é apenas
nosso é também de outros e só pode ser abordado e resolvido em conjunto.

Fado Tropical

(com toda a actualidade)

"Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro Abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal


Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
Trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...''

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebato um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa''

Guitarras e
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal"


Letra e música: Chico Buarque; Ruy Guerra
(1972-1973)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009