terça-feira, 31 de março de 2015

O ressuscitado....



Está de volta.
Depois da rotunda e recente vitória eleitoral da UMP (centro direita) em França (eleições Departamentos), Sarkozy, o principal obreiro, está de volta.
Com esta vitória Sarkozy torna-se o candidato presidencial mais forte para as futuras eleições. O desastre governativo e politico de Hollande, associado ao fenómeno galopante de crescimento de Marine Le Pen, tornaram o ressuscitar de Sarkozy mais fácil e  desejado; estado de espírito que se generalizou em França, inclusive, extensivo aos socialistas.

segunda-feira, 30 de março de 2015

CRIAR O PRÓPRIO EMPREGO



Nos próximos 30 anos vão graduar-se mais jovens do que aqueles que se graduaram na história da humanidade. Há trinta anos ter um título académico era condição para se ter um emprego; hoje estamos muito longe dessa realidade, o grosso da coluna dos desempregados de longa duração é preenchido por cidadãos com um título universitário. Dura realidade que temos que entender para depois, consoante as capacidades, corrigir aplicando medidas adequadas.

Vamos então aos dados actuais:

- Entre 30% e 40% dos jovens europeus encontram-se na situação de desempregados (seis milhões);
- Em 2020 prevê-se que hajam 1.300 milhões de jovens entre 15 e 30 anos, contudo o mercado de trabalho apenas assegurará emprego a 300 milhões.

Alternativas:

- Transformar as coisas, mudar a mentalidade das pessoas, instituições públicas e empresas. A universidade assumirá aqui um papel determinante. A sua missão deverá ser a de consciencializar os estudantes de que não haverá facilidades em conseguir um posto de trabalho e que a alternativa é a de os próprios criarem o seu posto de trabalho, para isso terão que ser mais criativos e inventivos. Para isso será também necessário apostar bastante nos programas e conteúdos multidisciplinares que permitam ter amplitudes de empregabilidade mais vastas. A universidade terá que aproximar mais os seus conteúdos às necessidades reais do século XXI;
- Por outro lado e do ponto de vista estratégico, haverá necessidade de apostar na qualidade dos profissionais do ensino, por eles passarão grande parte das variáveis do sucesso. Quanto maior for o seu potencial mais rentabilizado será o seu desempenho;

- Finalmente evocar o papel das instituições e lembrar que, porventura, o papel mais importante destas em períodos de crise ( situação que vivemos actualmente) não será desinvestir nas instituições de ensino, ou mesmo, em alternativa, privatizando-as, mas sim apostar fortemente no financiamento público e no concomitante empenhamento dos governos e comunidades educativas.  

FIM à violência de género

El 12,5% de las españolas ha sufrido violencia de género alguna vez en su vida

O fim do bipartidismo em França

A UMP de Nicolau Sarkozy e aliados centristas ganharam folgadamente as eleições (2ª volta) Departamentais em França.
Os resultados foram: (1º)  UMP (centro direita), com 45%; (2º) PS (esquerda), com 31,9%; 3º FN (ultra direita) com 23%; Abstenção, com + 50%.  
Com estes resultados a sociedade Francesa viu chegar ao fim o bipartidismo.
Este é mais um aviso. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Para além (da espuma dos dias)


Na revista do “Expresso” deste último fim de semana (edição 2212 de 21/março/2015) mais propriamente na sua coluna habitual Pluma Caprichosa, Clara Ferreira Alves (CFA) escreve uma crónica com o título Xeque-Match, em que a propósito da entrevista de Varoufakis ao Paris Match e da reportagem fotográfica ali inclusa – o belo apartamento com vista privilegiada para a Acrópole, o piano a biblioteca, etc., aborda um conjunto de pontos de vista que, no essencial, fazem a distinção entre um discurso de direita e de esquerda.
No essencial CFA chama a atenção para o facto de não ser condição exigível ser pobre para ser de esquerda, bem pelo contrário, pode-se viver bem ou muito bem e ser de esquerda, muitos são-no.
Para a autora, da excelente crónica, o que a incomoda mais em Varoufakis “presa das redes sociais e das páginas das revistas e jornais é a negação do ato”. “Quando alguém se deixa fotografar pela Paris Match sabe bem o que é a Paris Math. Ou a Hola. Ou a Vogue. Etc. Se quer, quer, se não quer, não quer”. “O que não pode é querer e depois dizer que não se identifica com a estética da fotografia. Ou da revista”.
Não posso deixar de concordar com CFA. Esta é na essência a questão fundamental. É aqui que se distingue o essencial do acessório. É aqui que se projecta e representa o sentido de estar para além da espuma dos dias.